Pablo Neri, do MST, e Keerthana Chandrasekaran, da Friends os The Earth International, estão entre os articuladores da Cúpula dos Povos, que acontecerá em Belém em paralelo à Cop-30 (divulgação)
Durante o período da Cop-30, que acontece em Belém no período entre 10 a 21 de novembro de 2025 e que receberá pelo menos 190 representantes de governos do mundo inteiro, a capital do estado do Pará recebe um evento paralelo realizado de maneira independente por movimentos sociais. Trata-se da Cúpula dos Povos, cujo objetivo é chamar atenção às reinvindicações populares e lançar um olhar crítico às agendas governamentais relacionadas às questões ambientais.
A Cúpula é organizada por mais de 400 movimentos sociais, e espera reunir de 20 a 30 mil pessoas, entre movimentos sociais e ambientalistas nacionais e internacionais, lideranças de coletivos de mulheres, indígenas, quilombolas, camponeses, antirracistas, juventude, pela diversidade sexual e em defesa dos direitos humanos.
Segundo Pablo Neri, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra- MST, e membro da comissão de política internacional da Cúpula dos Povos, a participação popular é necessária ao debate sobre as mudanças climáticas. “Buscamos a mensagem de um novo multilateralismo, o internacionalismo, feito pelos povos e buscando abordar a questão essencial que é a crise cilmática”, diz Neri.
Além disto, a Cúpula dos Povos também levanta o olhar sobre o que consideram falsas soluções às questões climáticas, lançadas pelos governos mundo afora e que estão se mostrando ineficazes, como mercados de carbono, geoengenharia e sequestro e armazenamento de carbono. “São fantasias que não irão nos ajudar”, diz Keerthana Chandrasekaran, da Friends os The Earth International, organização global que tem milhões de apoiadores no mundo todo.
Com informações de O Globo
Por Ju Abe